Dias 46-49 – 20180204PM-20180207: Las Vegas e a Viagem para Berkeley

Estou completando este artigo no dia 11/02/2018, Domingo – aqui em Berkeley, Califórnia, onde são quase 18h. Aí no Brasil já é quase meia-noite — quase dia 12/02/2018, Segunda-feira. Estou, portanto, quase uma semana atrasado com meus relatos… Peço desculpas aos leitores (caso algum tenha percebido)…

Conforme já descrito em artigos anteriores, viemos de Cleveland para Las Vegas no dia 04/02/2018, Domingo, viajando em duas etapas, com uma parada de 2h30 em San Francisco. Já descrevi até o que fiz nas 5h30 de voo até San Francisco: li um livro sobre os Amish. No segundo trecho, que durou pouco mais de uma hora, li mais um pouco. Chegamos a Las Vegas por volta do meio-dia, hora local (15h em Cortland, 18h em São Paulo), do mesmo dia 04/02.

No aeroporto pegamos um taxi-van (uma van-taxi?) para ir até o hotel. Tinha de ser uma van para acomodar as quatro malas e as duas mochilas. O “maledetto” do motorista do taxi, que certamente conhece os hotéis como a palma de sua mão, parou, no nosso hotel, na entrada do cassino, não na entrada do hotel, propriamente dito. Para se ter uma ideia, a distância de uma entrada à outra é de, pelo menos, 250m – e, o que é pior, passando pelo meio do cassino. Começamos, nós dois, a andar, puxando as malas, e vi que não ia dar: não só pela vergonha, mas pelo peso. Assim, deixei a Paloma tomando conta das malas e andei o resto do caminho, até a recepção do hotel. Lá encontrei o balcão do “bell she-captain” e pedi que ela me cedesse um “bell boy” (que eu saiba, não existem “bell-girls” nos hotéis de Las Vegas ou de qualquer lugar do mundo), para ir até à entrada do cassino com o carrinho de malas. Finalmente, a “capitana” dos “bell boys” me encontrou um que foi até lá, pegou as malas, levou até a recepção, esperou que fizéssemos “check-in”, e levou as malas até o nosso quarto, no vigésimo andar, tirou as malas do carrinho e as colocou em lugar adequado para nós. Dei-lhe uma boa gorjeta (para meus padrões) e despedi-o.

O hotel em que ficamos é loucura em termos de tamanho. Para dar uma ideia, tem, além de nada menos do que 3753 quartos, tem vários restaurantes, bares, lojas, capela para casamentos, e até um parque temático. Os cassinos são múltiplos e se perdem de vista.

Depois de nos acomodarmos, fomos até o centrinho da cidade. Nosso hotel ficava no Strip, bem ao Norte dele, perto da torre da Stratosphere. Andamos por volta de uns dois quilômetros, até perto do Treasure Island, onde entramos, comemos uma pizza, demos uma volta e retornamos ao hotel, mortos de cansados. Afinal de contas, havíamos nos levantado às 3 horas da manhã no Red Roof de Cleveland.

No dia seguinte, 05/02, Segunda-feira, procuramos definir a ida ao Grand Canyon, se em excursão, se alugando um carro. Optamos pela segunda hipótese. Tomamos um brunch caprichado no hotel, fomos até um escritório da Budget Car Rental e reservamos um carro para o dia seguinte às 7h30. De lá fomos para o centrinho do Strip. Andamos até bem depois do Caesar Palace (magnífico), depois fomos para o outro lado da rua, andamos naquela que é anunciada como a maior roda gigante do mundo (leva meia-hora para dar uma volta), jantamos ali por perto e voltamos, cansadíssimos – eu, com bolha nos pés. Fazia tempo que eu não andava tanto.

No dia seguinte, 06/02, Terça-feira, pegamos o carro às 7h30 (um Hyundai Accent, delicioso para dirigir – cheguei a dar 100 milhas, ou 160 km, por hora nele, para ver até aonde o bjcho chegava… Atendeu aos comandos com disciplina). Chegamos de volta do Grand Canyon quase 22h e fomos dormir direto. O relato da viagem ao Grand Canyon farei em outro  artigo.

No dia seguinte, 07/02, entreguei o Accent e fomos pegar uma Hyunday Santa Fé, que nos levaria, como de fato levou, até Berkeley, na região de San Francisco. Foi uma viagem tranquila. Saímos por volta de 10h, paramos para almoçar por volta de 13h. Eu só tomei um Sundae de abacaxi. Andamos mais, paramos para botar gasolina em uma cidadezinha chamada Wasco. Compramos Coca-Cola e outras besteiras na Loja de Conveniência do Posto. Eu comprei até uma garrafa de conhaque (que, em Ohio, é difícil de encontrar e ainda mais de comprar). Dirigimos mais umas 200 milhas e paramos para uma “bio break”. Quando vimos o lugar, lindo de morrer, resolvemos tomar uma sopa lá. Trata-se do “Pea Soup Andersen’s Restaurant & Bakery”. Em Santa Nella, CA, na Highway 33. Fantástico. A sopa de ervilha é imbatível. E o lugar é estilo chalé suíço misturado com construção holandesa, havendo até um moinho de vento ao lado. Trouxemos um folheto que conta a história centenária do lugar. Quem quiser conhecer o local virtualmente deve visitar o seguinte site: http://peasoupandersens.net. Espero que a Paloma se decida a descrever o lugar melhor. Chegamos ao hotel em Berkeley por volta das 20h, sem problemas. O hotel é muito bom: bonito e confortável, embora sem luxo, na avenida central de Berkeley, a University Avenue, no coração de Berkeley.

Ao todo, viajamos, no dia 07/02, 570 milhas ou 920 km. A estrada dá uns volteios que parecem totalmente irracionais, chegando a passar perto de Los Angeles, porque não há estradas do tipo highways mais retas. Um absurdo. A Paloma e eu dirigimos. Dividimos a viagem em quatro tempos. Ela dirigiu no primeiro e no terceiro, eu no segundo e no quarto.

Assim terminou nossa passagem por Las Vegas. Como disse, a ida ao Grand Canyon merece um relato à parte.

Estamos, agora, no centro da rebelião estudantil de 1968 nos Estados Unidos: a Universidade da California em Berkeley. Ando me sentindo bem anárquico-revolucionário…

Em Berkeley, 11 de Fevereiro de 2018

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