Dia 48 – 20180206: O Grand Canyon do Arizona

Descobrimos, no dia 05/02, Segunda-feira, depois de já termos feito reserva de carro e tudo o mais, que uma excursão ao Grand Canyon não é coisa simples e trivial. O local, incluindo o chamado Grand Canyon National Park e algumas reservas indígenas, é enorme: ao todo, o Grand Canyon tem 277 milhas ou 437 km de extensão. Nada mal: basicamente a distância de São Paulo ao Rio de Janeiro (que, pelo BR-116, é 434 km). E essa extensão tem, no caso do Grand Canyon, uma largura média de nada menos do que 18 milhas ou 29 km – cerca de cinco quilômetros a mais do que a totalidade da Marginal Tietê em São Paulo, que tem 24,5 km (15 milhas). Vide na Wikipedia o artigo sobre o Grand Canyon, disponível em https://en.wikipedia.org/wiki/Grand_Canyon, e, se desejar, o artigo sobre a Marginal Tietê, este em https://pt.wikipedia.org/wiki/Marginal_Tietê.

E há outros problemas para se definir um passeio ao Grand Canyon.

Primeiro, o Grand Canyon é algo entre retangular ou trapezoidal e, como tal, tem quatro lados: Oeste, Norte, Sul e Leste. O lado Oeste (West Rim) é o mais próximo de Las Vegas. Por isso é privilegiado pelos operadores de excursão baseados na cidade. (Há excursões de ônibus, de vans, de limosines, de helicópteros – a propósito, um helicóptero caiu dentro do Canyon há dois dias). Leva-se cerca de 250 km ou 2h30 para chegar lá. Mas o lado Oeste não faz parte do Grand Canyon National Park: ele está em território indígena (a chamada Hualapai Indian Reservation). Além disso, segundo relatos de blogs de viagem, além de uma “ferradura” suspensa, sem sustentação evidente, não há muita coisa interessante para ver ali. E paga-se por tudo o que você quer fazer — e o preço de tudo é muito caro! Um casal que fosse andar na ferradura, e passear um pouco pela região, tomando uma refeição ainda que razoavelmente frugal ali, gastaria com facilidade cerca de 400 a 500 dólares em umas poucas horas, segundo os relatos que encontramos na Internet. Os indígenas cobram mais de 100 dólares por pessoa só para andar na ferradura, segundo consta. E, como disse, cobram por qualquer outra coisa que você queira fazer, até mesmo andar por uma trilha. Na Internet não havia sequer uma avaliação positiva de visita ao West Rim, exceto as feitas por quem tem algo a ganhar, financeiramente, com essa visita: operadores de tour, donos de restaurantes e lojas, etc.

Segundo, as demais bordas, embora mais distantes, oferecem muito mais a um preço negligenciável. A Borda Sul é a mais bonita: aquela que se parece mais com as fotos e vídeos que a gente encontra na Internet acerca do Grand Canyon. É nela que está a cidadezinha de Grand Canyon Village, que fica na Estrada 64, que vai de Williams (na Interstate 40) até a Entrada do Parque.

Assim sendo, optamos por viajar mais e ir até a Borda Sul. O lado negativo é a distância. De Las Vegas até a South Rim são cerca de 285 milhas. Ida e volta, 570 milhas – num total de cerca de 920 km. Mas as estradas são excelentes. Chegando lá, a única coisa que é cobrada é a taxa de ingresso no parque: 30 dólares por veículo.

Assim, o dia 06/02 foi passado inteiro indo para o Grand Canyon – Borda Sul,  ficando lá de cinco a seis horas, e voltando de lá.

Boa parte do dia passei, portanto, dirigindo… Ainda bem que eu gosto. Dirigi durante 9h: 4h30 para ir (saída 7h30 da manhã) e 4h30 para voltar (saída 18h hora local, 17h hora de Las Vegas). A volta toda foi feita depois de escurecer.

(No dia seguinte, 07/02, fomos de Las Vegas para a Região de San Francisco. Por incrível que pareça, mais 570 milhas, no quilômetro. . .)

Fiquei cansado de andar pelo Grand Canyon por cerca de cinco a seis horas. Mas quando se olham as fotos, conclui-se que valeu a pena… Vejam nosso álbum no Facebook:

https://www.facebook.com/eduardo.chaves/media_set?set=a.10156012753757141&type=3

A beleza do Canyon é indescritível – mesmo o pouco que se consegue ver andando durante cinco ou seis horas — sem descer pelas trilhas que levam até embaixo, nas margens do Rio Colorado. As fotos, porém, descrevem melhor do que palavras. Por isso, recomendo que os leitores visitem o nosso álbum no Facebook (atualmente com cerca de 250 fotos).

Em Berkeley, 11 de Fevereiro de 2018.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s