Dia 45 – 20180203: Último Dia em Cortland

Escrevo no dia 04/02/2017, domingo à noite, já em Las Vegas, sobre o dia anterior, 03/02/2018, sábado, que foi o nosso último dia (quase) completo em Cortland, na casa da Andrea.

Desta vez abusamos da hospitalidade dela… Chegamos no dia 27/12/2017 e saímos no dia 03/02/2018. Ao todo, fomos magnificamente tratados ali na casa dela [incluo na contagem dois dias e uma noite que passamos em Pittsburgh (sozinhos), dois dias e uma noite que passamos em Niagara Falls (sozinhos), e dois dias e uma noite que passamos no Amish Country (neste caso, acompanhados por ela)], durante 39 dias (contando os dias 27/12 e 03/02, conforme a obsessiva contabilidade feita e apresentada no artigo “Dias 30-31 – 20180119-20: Viagem a Cleveland”, que pode ser (re)lido no endereço https://tripus20172018.wordpress.com/2018/01/20/dias-30-31-20180119-20-viagem-a-cleveland/).

No início da noite do sábado fomos para Cleveland, para ficar perto do aeroporto, porque nosso voo, no dia seguinte, seria às 5h45 da manhã. Para pega-lo, sem problema, passando por todos os rituais de segurança de um aeroporto americano moderno, com quatro malas, duas mochilas, uma bolsa e o que antigamente se chamava de uma capanga, precisamos estar no aeroporto pelo menos duas horas antes, isto é, por volta das 3h45 – no máximo 4h! Antes, porém, tínhamos de devolver nosso fiel carro alugado, a Ford Escape / Titanium, que nos serviu magnificamente nos últimos quinze dias. Isso quer dizer que, se ficássemos em Cortland, na noite do sábado, dia 3, teríamos de sair de lá por volta da uma da manhã – e perturbaríamos ainda mais uma vez o sono e a rotina da Andrea. Assim, fizemos reserva em um Red Roof Hotel, pertinho do aeroporto, e fomos para lá por volta das 18h do sábado, chegando lá por volta das 19h30.

Depois de chegar, colocar as mochilas, a bolsa (da Paloma) e a capanga (minha) no quarto, e deixando as quatro malas no carro (não gosto de fazer isso, mesmo nos Estados Unidos, mas levar as quatro malas para o quarto seria um ritual ao qual não estava preparado para me submeter), pegamos o carro novamente e saímos para comer alguma coisa num restaurante ali por perto (a região próxima ao aeroporto é cheia de hotéis, restaurantes e postos de gasolina). Escolhemos um restaurantezinho interessante, chamado Zoup!, especializado em sopas (sempre doze modalidades disponíveis, havendo uma certa rotatividade diária), e ali comemos uma deliciosa sopa de legumes com carne, acompanhada de um (surpreendentemente) excelente pão francês. Depois enchemos o tanque do carro, para entrega-lo cheio (pois o recebemos cheio) e voltamos para o hotel.

Fomos dormir por volta das 21h (Paloma) / 22h (eu). Levei mais tempo porque fiquei rabiscando estas notas. A Paloma foi acordada por mim às 2h45. Eu me acordei (por assim dizer) à 1h da manhã e não dormi mais. Li as notícias do UOL, chequei as mensagens ditas instantâneas (Messenger, Whatsapp, etc.), as postagens e os comentários do Facebook, e verifiquei os meus e-mails.

Acordada a Paloma, em pouco tempo estávamos a caminho do Rental Car Return Center do Aeroporto de Cleveland, muito bem organizado. Tudo estava ok com o nosso carro, o deixamos lá, e pegamos o shuttle bus (um circular) que nos levou ao aeroporto. Às 4h fizemos o check-in na United. A atendente, com uma cara de bull dog (provavelmente eu teria essa cara também se tivesse de começar a trabalhar às 4 da manhã) ameaçou uma crítica de nossa bagagem, mas depois viu nossa reserva, o meu cartão da United, e passou todas elas sem problema, até nos brindando com um ameaçador sorrisinho.

O ritual de passar pela Segurança com mochilas, bolsas, capangas, para não mencionar os casacos e os sapatos, que precisam ser removidos (às vezes até o cinto da calça precisa ser inspecionado na máquina) sempre me estressa, mas eu o sobrevivi, mais uma vez. O voo era doméstico, por isso não havia que passar por Controle de Imigração, que é outro estresse. Já do lado do embarque, comprei um café da manhã para a Paloma, esperamos um pouco e embarcamos. O voo miraculosamente saiu adiantado do portão. Quando deu 5h45, já estávamos levantando voo na cabeceira da pista.

Apesar de, a essas alturas, já ser cinco horas da manhã do dia 4, domingo, encerro aqui o meu relato do dia 3, sábado.

Mas antes esclareço que relato esses fatos do cotidiano de viagens para que o “glamour” das viagens seja colocado em perspectiva. Viajar é bom, mas (pelo menos no meu caso) cansa e estressa. O Ricardo Semler uma vez planejou criar um hotel (e o hotel até foi construído, mas não sei se está funcionando conforme planejado) que, quando você faz sua reserva, você já informa quando é que o hotel deve apanhar sua  bagagem e as instruções sobre como desfazê-la e arrumar seu quarto. Assim, você viaja de mãos abandando, só carregando os documentos e uma revista debaixo do braço. Ao chegar no hotel, sua bagagem já estará no guarda-roupa e na cômoda, as fotografias dos seus filhos ou netos já estarão nos porta-retratos, sua cerveja preferida já estará gelada no frigobar, seu vinho e seu conhaque favorito em cima do minibar (ou só bar, sem o mini — afinal de contas, estamos falando de ricos) do quarto, etc. Quando você for embora, é só sair e se mandar. O hotel manda lavar sua roupa, coloca-a e aos demais cacarecos que você levou dentro das malas e as entrega em sua casa. Viajar é isso — não é carregar quatro malas, duas mochilas, uma bolsa, uma capanga…

Em Las Vegas, 4 de Fevereiro de 2018 (relatando sobre o dia anterior)

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