Dia 17 – 20180106: Livros, Livrarias e Bibliotecas

Às vezes é preciso reconhecer que Deus faz a coisa certa, mesmo que ela, em certos momentos, não seja lá muito do nosso agrado. Quem me segue neste blog sabe que sou vidrado em livros. Sempre fui. Ainda guardo os livros que usei no Ginásio de 1956 a 1959, no Colégio Estadual e Escola Normal “Dr Américo Brasiliense”, em Santo André: os livros de Matemática de Oswaldo Sangiorgi, os de Geografia de Aroldo de Azevedo, os de História de Haddock Lobo, o de Biologia Educacional, de Almeida Júnior, os de Francês, de G. Mauger (Langue et Civilisation Française I e II), etc. Acumulei ao longo dos anos uma biblioteca que vai muito além dos vinte mil livros. Talvez já tenha chegado aos trinta mil. E continuo comprando livros – hoje, impressos e eletrônicos (e-books).

Ontem, sábado, 6/1/2018, Dia de Reis, o dia mais frio por aqui nos últimos anos, mas que foi ensolarado e sem neve, fomos até Beachwood, perto de Cleveland, trocar a bateria do  telefone celular da Priscilla na Apple Store (US$ 29.95). Ao lado da loja havia uma mega livraria Barnes & Noble (B&N). Como a espera era de pelo menos duas horas, ganhei esse tempo para “browsear” na livraria. . .

Incrível a quantidade de livros excelentes relativamente baratos, para não falar na enorme quantidade de livros em ofertas – alguns por um dólar. É nesse contexto que se aplica a observação que fiz na primeira frase deste artigo. Se eu morasse aqui nos Estados Unidos, teria tantos livros mais, além dos que já tenho no Brasil, que uma casa só não comportaria todos. Eu precisaria ter no mínimo duas casas, uma para nós, as pessoas, outra para eles, os livros. E só Deus sabe os problemas que eu teria se começasse a passar mais tempo com os livros do que com a mulher. . . Lá no sítio pelo menos está tudo no mesmo prédio: o meu quarto fica no andar de baixo, e os livros no andar de cima: é só dar um pulinho no andar de cima, pela escada que a Paloma insiste em chamar de helicoidal, que, para mim é simplesmente uma escada em caracol, para pegar mais uns livrinhos e voltar para a companhia da mulher. . . Foi por isso que disse que Deus sabe o que faz. Mesmo vivendo no Brasil eu acabo comprando livros demais, agora com os e-books de entrega instantânea e com a Amazon entregando livros americanos impressos em até quatro dias no Brasil. . .  Deus vai precisar dar alguma correção de rumo nesse mercado livreiro se ele não quer que eu precise construir uma segunda biblioteca no sítio em Salto. . . Se morasse aqui, e dá vontade quando vejo aquela livraiada toda, a preços sucateados, na B&N, a coisa sairia de controle de uma vez.

Ontem, exerci meu auto-controle com ferocidade na livraria. Quando achei um livro quase irresistível, sobre o mindset dos inovadores, mostrei o livro para a Paloma (pois esse é um assunto em que também ela, talvez até mais do que eu, está muito interessada) e ela o comprou para si. . . Alívio! O livro vai estar lá em casa quando voltarmos. Admito que o jogo foi meio sujo, mas já tenho uns vinte livros impressos aqui comigo para levar para o Brasil. . .  Só em condições excepcionais me permitirei passar desse número.

Hoje, dia 7/1/2018, em que escrevo sobre ontem, também vamos ficar aqui em casa. O dia está bonito lá fora, mas o frio ainda quebra seus récordes.

Paro por aqui. Vou logo abrir o artigo sobre o dia de hoje.

Em Cortland, 7 de Janeiro de 2018.

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