Dia 06 – 20171226: Deixando o Brasil pra Trás

Deixando o Brasil pra trás… Mas em termos…

É apenas em termos que deixaremos o Brasil para trás. Não queremos ouvir notícias de política e de políticos brasileiros, nem de corrupção, nem das malandragens envolvidos em tentar levar vantagem em tudo.

No entanto, aqui deixamos filhos e netos. Deixamos pais e sogros. Deixamos irmãos, cunhados, sobrinhos, sobrinhos-netos, primos. Voltaremos para eles.

Por outro lado, vamos encontrar filhos e netos e agregados… Gostaríamos de poder ficar com eles ou trazê-los para o Brasil conosco quando voltarmos. Ainda bem que hoje temos Internet e podemos falar uns com os outros todos os dias, podemos nos ver em fotos ou vídeos… E, de vez em quando, podemos viajar e nos ver cara-a-cara.

Mas nem sempre foi assim.

De qualquer maneira, é bom fazer isso de vez em quando. Mudar de terra, de clima, de ares, de ambiente. Por isso, hoje à noite, bem tarde, partiremos de São Paulo para Cortland, OH, onde moram minha filha e minhas netas. Iremos pela United, via Newark, NJ. Chegaremos amanhã depois do almoço em Cleveland, OH, que fica mais ou menos uma hora de carro distante da casa da minha filha. Embora tenhamos visto as três (a filha e as duas netas) em Junho-Julho aqui no Brasil, já estamos com muitas saudades.

Estou escrevendo bem no início do dia 26 de Dezembro, terça-feira. Deixem-me, em seguida, relatar brevemente o que fizemos no dia de ontem, 25 de Dezembro, Dia de Natal, propriamente dito.

Por volta das 13h30 pegamos a Bianca e a Priscilla e fomos para casa dos meus sogros, em Guarulhos, para mais uma celebração de Natal, nesta ocasião com todos os que, no artigo anterior, eu mencionei que estariam lá hoje. Chegamos em casa de volta cerca das 21h.

Foi muita comida, muita conversa, muita brincadeira.

Pessoalmente, estou cansado – exaurido mesmo. Costumo passar meus dias sozinho, lendo e escrevendo em silêncio. Nem música eu gosto mais de ouvir enquanto leio e escrevo. Anteontem e ontem, porém, e hoje passei cerca de cinco horas por dia em meio a um monte de gente – tudo gente querida, linda, e alegre. Mas gente alegre ri, bastante e muito alto, cada um quer falar mais e mais alto do que o outro, faz perguntas, insiste para você participar disso e daquilo e isso faz com que se crie um ambiente em que eu, para dizer a verdade, fico meio zonzo. Quando você tem 74 anos, barulho constante ao seu redor por muito tempo deixa você meio descompassado.

Agora, aqui em casa de volta, todo mundo está dormindo e eu estou sozinho, quieto. Vi o Especial de Natal do Ronnie Von, pessoa de quem eu sempre gostei desde os anos 1960. O programa compensou boa música a zoeira de boa parte dos últimos dois dias. Pra mim, até as falas e as entrevistas do Ronnie Von teriam sido dispensáveis.

Continuarei a escrever mais tarde. Vou dormir um pouco. E, depois de dormir, vou acabar de arrumar minha mala e sair para comprar uma coisinha só. Só uma.

APÊNDICE:

Já é dia 27/12 e já estamos em Newark, NJ, do outro lado do rio em New York. Aqui pegamos o vôo para Cleveland.

Vou completar o artigo de ontem, na forma de apêndice, para relatar nossa ida até o aeroporto e a chegada aqui em Newark. Serie sucinto.

Viemos pela United, porque tenho um “cartão lifetime” da empresa para mim e para a Paloma, porque já voei mais de um milhão de milhas nessa companhia. Assim a gente ganha umas mordomias viajando por ela (upgrades, assentos preferenciais na classe econômica, até três malas por passageiro em vôos internacionais, embarque preferencial, uso das lounges, etc.), o que vale a pena, se o preço for comparável ao das outras.

Saímos 17h30 de casa, com algumas reclamações leves do elemento feminino (Paloma e Priscilla, que foi conosco para trazer o carro de volta…). Mas pegamos um engarrafamento na Marginal do Tietê, aparentemente por causa de acidente, embora não tenhamos visto nenhum, e só chegamos ao aeroporto bem depois das 20h. O vôo era às 23h. Mas o check-in foi rápido, a passagem pela Polícia Federal e pela Aduana também, em parte por causa de minha condição de “idoso”, e fomos esperar o horário de embarque (22h15) na lounge da United (na verdade, em Guarulhos 3, a lounge é agora da Star Alliance). Ficamos surpreendidos com a quantidade de gente. Parece que foi um pico para o qual eles não estavam preparados. Faltavam pratos, depois talheres, depois copos, um desastre. Comi um sanduíche, tomei duas taças de um Carmenère chileno muito bom, a Paloma tomou a sopinha dela e mais uns “munchies”. Um pouco antes das 22h15 fomos para o portão de embarque, embarcamos quase direto, acomodamo-nos, jantamos, dormimos on-and-off… Saímos com 15 minutos de antecedência e chegamos com 45 minutos de antecedência — em relação aos tempos divulgados. No aeroporto de Newark pegamos um trenzinho para vir para o Terminal A, de onde sairá nosso vôo, pela United Express, para Cleveland — que deverá levar 1h40. Aqui em Newark a temperatura está -7 e em Cleveland a previsão é de que esteja por volta de -12. Celsius / Centígrados.

Em Cleveland a minha filha Andrea estará nos esperando. Hoje à noite jantamos na casa dela, amanhã na casa da mãe dela. Gentileza de certo modo inesperada mas bem-vinda…

Em São Paulo, 26 de Dezembro de 2017, 2h30, complementado em Newark, 27 de Dezembro, 8h da manhã (hora local: 11h no horário do Brasil).

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